20 janeiro 2008

A despedida de Agnub

Pura e simplesmente poderia deixar de escrever, levando-vos a pensar que estaria numa crise de inspiração ou de falta de tempo. Mas a realidade é outra e o respeito pelos leitores deste blog (ainda que poucos :D), levou-me a escrever este último post. Pois é, chegou a altura da paixão Agnub dizer adeus a este blog. Tratou-se de um objectivo de 2007, que acabei por abdicar da sua continuidade no início deste ano. Foi uma experiência que mostrou uma outra faceta de mim e que não desgostei ;) Continuarei pelo ciberespaço, embrenhado nos textos incríveis, que tão boa gente escreve e que me deixam boquiaberto de tão parecidas podem ser as nossas experiências :)

Aos leitores, um muito obrigado pelos comentários e força dada.

Às paixões, um até já :)

Com os orgulhos de uma paixão,
Agnub

27 novembro 2007

Autodescontrolo

Ainda não percebi se sou uma pessoa de excessos comedidos ou controlada com laivos de loucura e se calhar foi por isso que quando vi esta palavra “autodescontrolo” a achei perfeita. Porque tenho uma formação cívica de quem foi criada em sociedade para viver em sociedade e por isso sei que nem todas as coisas se dizem ou fazem. E porque sei que nem toda a gente vai gostar de mim porque sim, assim como sei que não tenho de gostar de toda a gente para interagir cordialmente. E porque sei, porque sinto, que com os amores posso dar largas ao ímpeto que por vezes emerge a gritar para deixar tudo ir que não faz mal. E por breves momentos o meu mundo são aquelas alminhas perfeitas que me fazem sentir tão segura como se estivesse adormecido depois de jantar no sofá com a mãe de um lado, o cão do outro e o pai na poltrona.

E é claro que com este título eu podia ter escrito tantas outras coisas, em vez de despejar a alma assim, sem mais nem porquê, neste ciberespaço que de tanta gente se torna desértico.

Mas pronto.

13 novembro 2007

O frio Novembro

Hoje é mais uma daquelas noites em que estou sozinho em casa. Deitado na minha cama, procuro desesperadamente o botão off para impedir os impulsos eléctricos que estimulam o meu cérebro, com um bombardeamento de imagens atrás de imagens, que às tantas já parece um filme. Nem a televisão me consegue desviar a atenção. Não seria mal pensado tomar uns quantos comprimidos de Xanax e só acordar no dia seguinte. Mas tal só adiaria este momento.

A minha falta de confiança nos outros é mais uma vez viabilizada, o que me provoca desilusão ao mesmo tempo que fortalece o meu carácter. Fico sem perceber porque estou desiludido. Se calhar aquela pessoa é importante para mim e talvez fosse ela que me fizesse acreditar o quão enganado eu estou, mas infelizmente não... Sinceridade e honestidade contra incerteza e cobardia vencerão sempre. Assim o espero! Será que algum dia vou ser surpreendido? Quero acreditar que sim, mas por enquanto não tenho razões para tal. Não me admiraria que quando esse dia chegasse, fizesse as maiores loucuras...

A minha antevisão dos acontecimentos ao escrever I'm sorry... não levava a crer o desfecho abrupto com que a nossa despedida foi feita. Uma amalgama de sentimentos contidos que ias demonstrando aos soluços, à medida que eu tomava a liderança. Um adeus carregado de frio bem a condizer com as noites deste mês. Relembro pela última vez os bons e maus momentos que passámos juntos. Conhecemo-nos na altura certa para aquilo que procurávamos mas cedo demais ou tarde demais para o perpetuarmos. Estou confiante que o nosso destino ainda se vai cruzar e nessa altura, o açúcar transformado em caramelo queimado tomará conta dos acontecimentos.

Por agora, só me resta dizer: Até breve!

02 novembro 2007

Ex Porn Star

Recordando o post do AGNUB "Amesterdão – Red Light District" e graças a um programa de televisão de alta qualidade, de seu nome Noites de Amesterdão, descobri que este logotipo curioso

não é uma brincadeira de holandeses para o Queen´s Day. É mesmo a sério! Os ex Porn Star são uma organização muito do lucrativa! Têm um programa de televisão, uma banda desenhada e montes de merchandise à venda, mas o mais lucrativo são as mega super hiper festas que dão e que atraem milhares.

Decididamente temos de voltar a Amesterdão.

18 outubro 2007

Engolir sapos

Ultimamente tem-me acontecido uma coisa extraordinária: engolo sapos. E gordos.

Normalmente e embora fuja um pouco ao confronto armado acredito que, de uma maneira ou de outra, consigo passar a minha mensagem de modo eficaz e de modo extremamente eficaz se o alvo é alguém que me conhece. Contudo, recentemente, vejo-me confrontada com situações totalmente despropositadas que me paralisam de tal forma que depois fico a remoer o que deveria ter dito e o que deveria ter feito. E isto é estranho, não é normal nem tão pouco gosto.

Vou rezar às fadinhas da floribella para que me abençoem com a sabedoria de saber dizer e fazer o que devo na altura indicada. E, se não vou pedir muito, para que me protejam dos sapos grandes e gordos. Como este:


08 outubro 2007

I'm sorry...

Não me interessa o teu passado mas não me peças para esquecer o que entretanto fizeste comigo.

Até posso aceitar alguns dos teus deslizes mas se até hoje era fácil, amanhã poderá deixar de o ser.

Sou aquilo por que há muito procuras mas temo não te poder dar o que me pedes.

Já fui a luz das tuas incertezas mas aos poucos, a tua escuridão tende a tomar conta de mim.

Tens-me como apoio da tua mudança mas o tempo avança e tu insistes na dúvida.

Não te abandonarei mas mereço mais do que aquilo que me tens para dar.

Lamentarei apenas, se por minha causa voltares a mergulhar no abismo. Isso significará que não lutaste por mim...

04 outubro 2007

Breve aula de auto-ajuda (ou não...)

Nos últimos tempos da minha vida têm acontecido coisas bastante novas e inesquecíveis. Como qualquer outra criatura pensante, todas estas situações têm vindo a moldar a minha personalidade e a minha maneira de olhar para o mundo.
Após mais de um ano em mutações resolvi partilhar uma das minhas pequenas conclusões. O mundo era um local bem mais simples e calmo se as pessoas pura e simplesmente deixassem de inventar problemas e se aceitassem umas às outras tal como elas são.
Os problemas só são problemas porque alguém lhes dá essa classificação. Alguns desses problemas podemos renomeá-los de desafios, outros de azares, outros de trabalho e ainda outros de paranóia! E é com este novo nome que eles devem ser reanalisados. Porque trabalho é só trabalho, e um azar é só um azar
Também não me parece justo exigir de outrém algo que não me quer dar. As pessoas dão-me o que podem e/ou o que querem; quem sou eu para exigir mais? Aceito aquilo que me dão, e dou aquilo que me apetece, partindo do princípio que não existem exigências subentendidas.
Parece simples, não é? Eu sei que a habituação à ideia é difícil (e colocá-la em prática ainda é pior), mas eu ando a tentar seguir por esse caminho e acreditem que sou alguém bem mais feliz!
Tenho dito.

24 setembro 2007

Uma noite de pesadelos...

Ontem à noite resolvi ficar em casa a desfrutar de um programa de noite diferente daqueles a que estou habituado. Deitado, procuro algum programa na televisão que me desperte a atenção. Paro breves instantes no canal 18 e verifico que está a dar mais um programa sobre as posições do Kamasutra versão tantra, em que o acto não é consumado e os participantes não parecem nada estimulados. Enfim, aquilo a que muitos de nós já nos habituámos a apelidar de porno chachada. As imagens não me excitam e, portanto, é uma noite em que a casa de banho não terá a minha visita.

A programação televisiva é uma seca e em breve, as minhas atenções viram-se para o livro de cabeceira. No decorrer da leitura, chego a um parágrafo que descreve a história de dois irmãos bastante influentes naquela cidade. Lutaram para vencer na vida e são hoje empresários de sucesso. Encontram-se solteiros não por falta de opção, mas porque se apaixonaram na adolescência pela mesma mulher, vivendo na esperança de a conquistar. Lutam por aquilo que sempre desejaram e estão determinados em não se entregar aos prazeres de outras mulheres que tanto os cobiçam, mesmo que o amor pelo qual se debatem se afigure impossível.

A partir daqui os meus olhos acompanham cada frase em vão, pois o meu cérebro já não consegue processar a informação retida. Passo para outra dimensão. Começo a reflectir sobre o que acabei de ler e a questionar-me sobre um conjunto de situações. Perco-me nos meus pensamentos e rapidamente, já estou noutra dimensão – a dos sonhos ou melhor, neste caso, dos pesadelos.

Dirijo-me para o casamento de ARIS, quando te cruzas comigo e nos cumprimentamos com um beijo prolongado na boca. Não temos nada um com o outro, apenas o desejo há muito adormecido a falar mais alto. Também vais para um casamento. A nossa conversa é interrompida pela aproximação de DI. Repentinamente despedes-te de nós e segues caminho. A DI está eufórica e radiante de alegria. Não pára de me bombardear com “Boa AGNUB! Conseguiste. Não me disseste nada porquê? Tu estás lá, tu vai.”, para meu grande descontentamento. Estou confuso! Sinto-me a tremer e a transpirar. Acordo num sobressalto terrível, precipitando o livro directamente para o chão do quarto.

Sei que ultimamente te tenho visto mais vezes do que é normal, levando-me a crer que o destino não pára de me pregar partidas. Sei que fizeste parte dos meus desejos sexuais de adolescente mas hoje és uma tormenta depois das escolhas que fiz...

20 setembro 2007

2 in 1

Pois é. Também voltei após ausência acentuada. Contentes? Nem por isso? Atribuam a culpa de tal feito a uma vontade enorme de não me aplicar nos afazeres que me assombram o neurónio. E como um assunto não me chega irei tratar de dois assim de rajada, como quem diz, 2 in 1.

1. Assolado por um mood menos agradável e intelectualmente desgastado, fiz o que bastantes mortais fazem por aí: fui zappar um pouco. Neste processo dei de caras com o dr. phill, esse grande senhor da psicologia universal. Na consulta retratada neste episódio surgiu algo que nem no filme mais doentio daquele realizador que agora não vem à causa o nome seria de esperar: uma jovenzinha apaixonou-se pelo assassino do seu irmão, agora na prisão por ter cometido tal acto. E como se não bastasse a mãe da moça (e do falecido) apoia a decisão da filha. Consequentemente, a família destas duas criaturas tão desprovidas de neurónio pediu ajuda ao grande dr. phill. Pois que ambas dizem que falaram com ele uma vez para terem um personal disclosure (que eu aprovo totalmente) e que, face às contínuas mostras de arrependimento do assassino, perceberam que este estava arrependido e que era altura da irmã do outro infeliz se apaixonar pelo seu carrasco. Não vale a pena desenvolver mais este assunto. Só quis expôr neste blog um pouco da estupidez humana que por esse mundo se espalha. O meu comentário a este assunto resume-se ao seguinte: sei que o amor não escolhe caras, idades, sexos, religiões, étnias e tudo o mais, mas acho que pode bem NÃO ESCOLHER assassinos de familiares. Tenho dito.

2. Pois que por aqui não me passeava há muito tempo. Muitos foram os posts deixados aos quais não deixei a minha marca pessoal (há quem chame a estas marcas comments). Em vez de andar por aí a espalhá-las, reuno-as todas neste pequeno texto:
a) As férias de Di: parece-me que foram dias fantásticos mas já te disse que a senhora da mata não te faz bem ao neurónio.
b) O império Berska: por vezes a passear pelos centros comerciais pergunto-me se terão aberto uma danceteria nova por ali mas basta olhar para 3 pisos acima e 10 lojas à frente e vejo que é uma dessas lojinhas que dão emprego a tanta coitadinha saída da casota do fernando namora.
c) Em reflexão: eu acho que já perdi o meu papelinho :S e fica aqui a nota: essa do veneno cheira-me a lavagem de roupa suja.
d) Os inuteis: oh Di amiga, e quem é que não tem um pouco de inútil dentro de si? ;)
e) Harpia - o reencontro: tenho mesmo de conhecer essa criatura que tanto vos assombra e que nunca vislumbrei.
f) Uma destas noites: ...
g) Relações: caro agnub, se nos dias que correm tudo te parece tão egoísta e negro, é porque não andas a passear pelos sítios certos.
h) Um domingo qualquer: Levanta-te!
i) Sexta-feira no bairro alto: vide Relações.

Foram comentários breves mas espero que úteis.

Assim terminou o meu 2 in 1.

Até breve.

10 setembro 2007

Sexta-feira no Bairro Alto

Aproxima-se mais uma Sexta-feira à noite e com ela uma nova realidade. A rotina da semana é temporariamente esquecida e o cansaço transforma-se subitamente em força motriz. O meu corpo ganha uma nova vida, como se tivesse acabado de assimilar uma pastilha de ecstasy ou um esteróide para ser conduzido até ao limite. Já sinto a energia do álcool a percorrer-me as veias.

Sei que vou estar com as minhas paixões ou pelo menos com parte delas e isso é o mais importante para mim. Mais uma noite de paródia e o destino, o mesmo dos últimos tempos – Bairro Alto. Movimento-me pelas suas ruas outrora labirínticas cuja maioria das esquinas é dominada por traficantes de droga. É inevitável a sua abordagem e muitas das vezes sou o seu alvo. Os meus amigos costumam brincar, dizendo que são os meus olhos já semi-encerrados que dão um ar de ganzado. Outros, preferem a teoria de aparentar um elevado poder de compra quando a oferta é coca. Vá lá que os dealers se contentam com um não, ao contrário dos senhores que andam a vender rosas pela noite de Lisboa.

Tenho um conjunto de bares de eleição que faço questão de visitar regularmente. Alguns ainda fazem parte das minhas primeiras incursões pelo Bairro Alto, outros há que representam as novas tendências. Não há um plano estabelecido para o percurso a fazer, apenas a determinação de me divertir. As escolhas vão sendo feitas ao longo da noite e quando menos se espera já são 4 da manhã. As ruas altamente povoadas ao início da noite, com a riqueza de contraste de pessoas, dão agora lugar a uma nova realidade. É altura do dark side assumir o controlo do final da noite através do comportamento de oportunistas que patrulham as ruas, em busca das vítimas mais indefesas.

Fim-de-semana após fim-de-semana continuo a fazer parte da vida do Bairro Alto, ao ritmo que novas caras vão aparecendo e tantas outras que desaparecem inexplicavelmente. Até quando servirás de cenário às minhas aventuras?