27 fevereiro 2007

O que não sabes faz-te mal?

Quem segue a fabulosa série “Anatomia de Grey”, como eu, deve ter ficado a matutar num dos assuntos do episódio passado (para quem não ficou aqui fica a oportunidade). Refiro-me à frase de início: “o que não sabes não te pode fazer mal”.

No episódio, a Meredith diz ao Derek (LOL) que se ele quiser ficar com ela que apareça no bar. É claro que, enquanto ela está no bar ele não aparece e mal ela sai (porque se deu uma emergência qualquer que agora não interessa, tivessem visto o episódio!), ele entra pela porta dentro. Portanto, a pobre rapariga simplesmente não sabe se ele acabou por ir ao bar ou não. E isso é simplesmente agoniante.

Pessoalmente, confesso que a frase “o que não sabes não te pode fazer mal” já fez mais sentido dentro do meu encéfalo. Sinceramente, agora penso que quem a disse era um masoquista convicto e orgulhoso que obtinha um prazer imensurável através da agonia que o desconhecimento provoca. É claro que me estou a referir a questões do foro amoroso. Haverá coisa pior do que não saber o que se passou?

Contudo (lá está) reconheço que, em alguns casos, a frase tem o seu encanto. O total desconhecimento da altura em que o meu corpo sucumbirá à entropia causada pela translação do planeta à volta do sol, por exemplo, é-me precioso e fundamental para continuar a existir. Mas de resto …

… não posso deixar de mencionar aquela música dos extraordinários Coldfingers, que a certa altura diz “nothing left unsaid can ever do us wrong”. Será?

O que não sabes faz-te mal?

26 fevereiro 2007

Não há paciência!

Hoje estava a ler os mails que me tinham enviado no fim-de-semana e não pude deixar de reparar no seguinte mail da pasta Junk Mail:

"Hello, I am dina. I am 26 years old and now I am looking for my second half. He should be responsible, intelligent and cute. I think that I am looking for you... And what do you think about it?"

Não posso deixar de respondê-lo. Então aqui vai:

"Cara Dina,

prezo em saber que fui alvo de uma selecção apurada de jovens. Escuso-me de apresentar pois parece que já sabes mais de mim do que eu próprio. Gosto de uma mulher que sabe o que procura, ao contrário de mim que não tem um estereótipo de mulher a conquistar (pronto, confesso que tenho um fraquinho por louras!). Devo dizer-te que sou muito mais do que aquilo que procuras e só o saberás com um encontro a dois ;) Se calhar, marcar um encontro com uma desconhecida, não é um acto de responsabilidade. Ups! Lá se vai a primeira característica.
Não fiz nenhum teste oficial de QI mas posso-te dizer que faço parte dos 2% da população mundial que consegue resolver o Teste de Einstein. Surpreendida? Porém, responder a um mail desta natureza não me parece um acto de inteligência. Lá se vai a segunda característica.
Quanto à beleza, estou certo que não será um factor eliminatório entre tantas outras qualidades. Afinal de contas, para uma mulher, a beleza não interessa mas sim o coração ;)

Temo que por tudo isto, não seja o destinatário do teu mail.

Desejo-te a maior sorte na procura do totó encantado.

AGNUB"


Mas que raio de pessoas é que envia este tipo de mail?? Serão pessoas com extremas necessidades afectivas, pessoas desesperadamente à procura de sexo, pessoas que gostam de gozar com os outros, pessoas que estão a realizar um estudo científico, ... ??

E quantas serão as que caem neste tipo de jogo? LOL

22 fevereiro 2007

Porque há momentos que não devem ser esquecidos...

Após o exercício físico de Segunda-feira dirigi-me para o duche e enquanto preparava o meu espaço, reparei que estavas à minha espera, estrategicamente posicionado. Despi-me e, após ter encontrado a temperatura certa da água, molhei-me. Coloquei o champô e virei-te as costas. Era certo que, das outras vezes, não te tinha ligado nenhuma mas naquela Segunda-feira não pude deixar de pensar: “É hoje!”. Voltei-me novamente para ti e olhei-te de alto a baixo. Decidido, avancei para ti e agarrei-te com a minha mão direita. O odor que emanavas era de deixar qualquer um louco. Rapidamente tomaste conta do meu corpo, ao sabor de movimentos vigorosos e ritmados. Mas, foi quando te conduzi aos meus órgãos genitais que o clímax se deu. Arfava, ao mesmo tempo que sentia os poros do meu corpo a abrirem-se. Só me apetecia saltar, tal não era o ardor que me provocavas. Enfim, a minha primeira vez com uma essência diferente da que estou acostumado. É claro, que tal não seria possível, sem o gel de banho que me ofereceram nos anos ;)

20 fevereiro 2007

Trair com um beijo

A Ana namora com o João e tem como amigo de longa data o Rui, que namora com a Joana. Ontem, os dois amigos encontraram-se para pôr a conversa em dia e Rui tentou beijá-la na boca, por breves instantes, tal como acontecia ocasionalmente, antes de Ana namorar. Ana evitou-o e disse: "Já não podemos continuar a fazê-lo, agora sou uma mulher comprometida." e Rui respondeu: "Somos apenas amigos, que mal tem?".

Para Ana, o facto de agora ter um namorado, tinha alterado a sua realidade, impedindo-a de beijar um amigo, sob pena de estar a cometer uma traição. Rui não compreendia a atitude da amiga pois a realidade entre os dois não tinha mudado. Para ele, o beijo continuava a significar um gesto de carinho e não o entendia como uma traição.

Já fui "uma Ana", agora sou "um Rui" mas espero nunca ser "um João" (sim, ele anda a dar umas quecas por fora, com uma colega de trabalho). E vocês o que pensam? Será que quando se assume um namoro, o facto do parceiro beijar na boca um terceiro pode ser considerado traição?

19 fevereiro 2007

A viagem de autocarro

Detesto andar de autocarro, especialmente em longas distâncias. É o cheiro. Aquele cheiro a bancos onde já se sentaram 40 mil pessoas, ao plástico e à gasolina. Então se a viagem for de manhã é um inferno. Sou automaticamente transportada para a década de 80 e revivo com toda a intensidade as viagens para a Costa da Caparica no autocarro do infantário. Escusado será dizer que a chegada à praia era sempre acompanhada pelo depósito no caixote do lixo mais próximo do saquinho com o conteúdo estomacal, que, invariavelmente, era sempre nada. Isto transtorna-me de tal forma que já estou agoniada.

Mas bem, andar de autocarro é um mal necessário, pois que a vida me faz andar (de vez em quando e sempre da parte da tarde) num destes veículos, como foi o caso deste fim de semana. Estava um fim de tarde de domingo assim-assim quando me meti num autocarro de longa distância, de cabeça erguida. Determinada, dirigi-me para o meu lugar e vi que estava ocupado. Frustada, sentei-me no banco do outro lado que estava vazio, pelo que ocupei o lugar da janela. Fiquei contente até verificar que me tinha esquecido do iPod em casa. Convencida que iria fazer uma bela soneca, esperei pelo arranque do autocarro para me enroscar, porque apesar de tudo os tremes-tremes embalam-me e normalmente durmo.

Eis senão quando o banco da frente resolve soltar a sua parte de trás ... para cima de mim. Com muito jeitinho, tento encaixar o banco sem perturbar a Sra que estava à frente (sentada nesse mesmo banco) e que cheirava como a minha tia. Sem sucesso. Cada vez que tentava encaixar a parte de trás do banco, ou seja de 10 em 10 minutos, a Sra-que-cheirava-à-minha-tia mexia-se e remexia-se, soprava e bufava e dava ainda uns trejeitos à cabeça indicadores máximos do seu descontentamento. Era realmente uma situação delicada pelo que decidi explicar a situação à Sra-que-cheirava-à-minha-tia, ao que ela disse “ não tem importância”. É claro que tinha importância! Mas as regras de vida em sociedade obrigam-nos a dizer coisas sem significado.

Bem, após tentativa desesperada de mudar de lugar resignei-me à minha sorte. Eis senão quando um moçoilo resolve sentar-se a meu lado. Novamente motivada, combato vigorosa e delicadamente com o banco, soltando um riso ou outro, como que a dizer “Ajuda-me estupor!”. Em vão. O moçoilo não estava para aí virado. Aninhou-se e começou a ressonar. Sim! As 2 características que mais admiro no sexo oposto: não ligarem nenhuma a uma moçoila em apuros e ressonarem!! Tinha-me saído o bingo.

Enfim, há que saber quando devemos desistir e por isso acabei por me aninhar de maneira a que o banco não me atrapalhasse e até adormeci. Sinceramente, espero ter ressonado. E alto.

15 fevereiro 2007

Olá.

Pois que início de blog conturbado...

Aparte esses pormenores tenho uma sugestão para o nosso blog e esta vai directamente para o nosso técnico já que eu não pesco nada disto.
Dá pra mudar a cena dos comentários? É que aquela janela micro é tão fatela. Não há outra maneira de dispor os comentários?
Se fôr possível mudar e toda a gente concordar eu digo: you go, girl!

Beijocas do Guto ;)

14 fevereiro 2007

Histórico

Para primeiro post (amores temos de impor regras para posts que isto assim é [mais] uma confusão) escolho o enquadramento histórico, não da formação do blog (muito obrigada AGNUB) mas das pessoas que o compõem.

Primeiro que tudo: isto é paixão à séria! Pessoalmente, adoro estes seres com todas as minhas células (corpo, alma e tudo o resto). Adoro-os até ao fundo do seu âmago, adoro as zonas tenebrosas e cheias de demónios, adoro as conversas, as bebedeiras, as confusões, as chatices, os cinemas, as férias, os cafés e as risadas. E tudo o resto que falta. São os meus amores.

A verdade é que nos conhecemos bastante bem graças ao último ano de intensas experiências e descobertas mas a nossa amizade já tem uma valente década de existência, no mínimo. E embora seja apologista do “conheci-o ontem mas era como se nos conhecêssemos há anos”, neste caso é mesmo verdade, e, quer queiramos quer não, é sempre diferente estar com pessoas com quem crescemos e continuamos a crescer e, sobretudo, que nos fazem crescer.

Para acabar, não posso deixar de referir que a data de início do blog tem significado, ou não fosse hoje o dia dos namorados. E quem pensou nisto, quem foi? O eterno baby, sem dúvida a versão portuguesa e masculina da célebre Charlotte da adorada série “O Sexo e a Cidade”: AGNUB.

Gosto de vocês.

Como não poderia deixar de ser para o meu primeiro post vai um pouco de lavagem de roupa suja. Esta é pra ti que dizes agnub.
Dizes tu que uma certa pessoa traiu alguem q trabalhava nos morangos com açucar! maior calunia não poderá haver.
Factos:
1. as paixoes só saem aos fins-de-semana
2. guto e morango conheceram-se num sábado
3. no fim-de-semana seguinte, 6ª guto e morango ficaram juntos em casa e sabado foram com agnub e di para o incognito.
4. 6ª seguinte guto passou noite com morango
5. sabado guto saiu com aris e agnub (na noite da caluniada traição guto estava com agnub e di, ao invés de aris)
6. fim-de-semana seguinte guto saiu 6ª e sabado com aris e di e elas confirmam que esteve bem comportado
7. fim-de-semana seguinte guto foi internado no hospital e foi o fim do que quer que houve entre guto e morango

Espero que isto esclareça todas as duvidas e que fique aqui acente que eu sei mais sobre a minha vida sexual que uma gaja timida (não) que não sabe o q diz.

Que não se torne a repetir!!!

Bem-vindos!!

Olá Paixões!

A ideia de criar um blog individual começava a ganhar adeptos dentro do grupo, mas faltava o impulso necessário para que tal acontecesse. Foi precisamente no último jantar, a quatro, que esse impulso surgiu, aquando da “caracterização” provocatória da filosofia de vida dos presentes e do lembrar de um mail que tão carinhosamente começava: Bom dia paixões!
E pronto, assim surgiu mais um blog de um grupo de amigos confusos em relação ao que sentem e pensam. O objectivo é simples (pelo menos assim parece!): sob o desígnio de paixões falar das aventuras de cada um. Contamos com a vossa participação.

Let the flirt begin…

Beijos & Abraços,
4PAIXOES