A viagem de autocarro
Detesto andar de autocarro, especialmente em longas distâncias. É o cheiro. Aquele cheiro a bancos onde já se sentaram 40 mil pessoas, ao plástico e à gasolina. Então se a viagem for de manhã é um inferno. Sou automaticamente transportada para a década de 80 e revivo com toda a intensidade as viagens para a Costa da Caparica no autocarro do infantário. Escusado será dizer que a chegada à praia era sempre acompanhada pelo depósito no caixote do lixo mais próximo do saquinho com o conteúdo estomacal, que, invariavelmente, era sempre nada. Isto transtorna-me de tal forma que já estou agoniada.
Mas bem, andar de autocarro é um mal necessário, pois que a vida me faz andar (de vez em quando e sempre da parte da tarde) num destes veículos, como foi o caso deste fim de semana. Estava um fim de tarde de domingo assim-assim quando me meti num autocarro de longa distância, de cabeça erguida. Determinada, dirigi-me para o meu lugar e vi que estava ocupado. Frustada, sentei-me no banco do outro lado que estava vazio, pelo que ocupei o lugar da janela. Fiquei contente até verificar que me tinha esquecido do iPod em casa. Convencida que iria fazer uma bela soneca, esperei pelo arranque do autocarro para me enroscar, porque apesar de tudo os tremes-tremes embalam-me e normalmente durmo.
Eis senão quando o banco da frente resolve soltar a sua parte de trás ... para cima de mim. Com muito jeitinho, tento encaixar o banco sem perturbar a Sra que estava à frente (sentada nesse mesmo banco) e que cheirava como a minha tia. Sem sucesso. Cada vez que tentava encaixar a parte de trás do banco, ou seja de 10 em 10 minutos, a Sra-que-cheirava-à-minha-tia mexia-se e remexia-se, soprava e bufava e dava ainda uns trejeitos à cabeça indicadores máximos do seu descontentamento. Era realmente uma situação delicada pelo que decidi explicar a situação à Sra-que-cheirava-à-minha-tia, ao que ela disse “ não tem importância”. É claro que tinha importância! Mas as regras de vida em sociedade obrigam-nos a dizer coisas sem significado.
Bem, após tentativa desesperada de mudar de lugar resignei-me à minha sorte. Eis senão quando um moçoilo resolve sentar-se a meu lado. Novamente motivada, combato vigorosa e delicadamente com o banco, soltando um riso ou outro, como que a dizer “Ajuda-me estupor!”. Em vão. O moçoilo não estava para aí virado. Aninhou-se e começou a ressonar. Sim! As 2 características que mais admiro no sexo oposto: não ligarem nenhuma a uma moçoila em apuros e ressonarem!! Tinha-me saído o bingo.
Mas bem, andar de autocarro é um mal necessário, pois que a vida me faz andar (de vez em quando e sempre da parte da tarde) num destes veículos, como foi o caso deste fim de semana. Estava um fim de tarde de domingo assim-assim quando me meti num autocarro de longa distância, de cabeça erguida. Determinada, dirigi-me para o meu lugar e vi que estava ocupado. Frustada, sentei-me no banco do outro lado que estava vazio, pelo que ocupei o lugar da janela. Fiquei contente até verificar que me tinha esquecido do iPod em casa. Convencida que iria fazer uma bela soneca, esperei pelo arranque do autocarro para me enroscar, porque apesar de tudo os tremes-tremes embalam-me e normalmente durmo.
Eis senão quando o banco da frente resolve soltar a sua parte de trás ... para cima de mim. Com muito jeitinho, tento encaixar o banco sem perturbar a Sra que estava à frente (sentada nesse mesmo banco) e que cheirava como a minha tia. Sem sucesso. Cada vez que tentava encaixar a parte de trás do banco, ou seja de 10 em 10 minutos, a Sra-que-cheirava-à-minha-tia mexia-se e remexia-se, soprava e bufava e dava ainda uns trejeitos à cabeça indicadores máximos do seu descontentamento. Era realmente uma situação delicada pelo que decidi explicar a situação à Sra-que-cheirava-à-minha-tia, ao que ela disse “ não tem importância”. É claro que tinha importância! Mas as regras de vida em sociedade obrigam-nos a dizer coisas sem significado.
Bem, após tentativa desesperada de mudar de lugar resignei-me à minha sorte. Eis senão quando um moçoilo resolve sentar-se a meu lado. Novamente motivada, combato vigorosa e delicadamente com o banco, soltando um riso ou outro, como que a dizer “Ajuda-me estupor!”. Em vão. O moçoilo não estava para aí virado. Aninhou-se e começou a ressonar. Sim! As 2 características que mais admiro no sexo oposto: não ligarem nenhuma a uma moçoila em apuros e ressonarem!! Tinha-me saído o bingo.
Enfim, há que saber quando devemos desistir e por isso acabei por me aninhar de maneira a que o banco não me atrapalhasse e até adormeci. Sinceramente, espero ter ressonado. E alto.

2 comentários:
Lembro-me de viagens em que te sentavas no banco individual, ao lado do motorista do autocarro. Era a única forma de evitares o enjoo porque nem mesmo os comprimidos que tomavas serviam para o evitar.
Ressonar em público que má onda! Só faltava mesmo estar de boca aberta e com baba ao canto da boca LOL
viagens de autocarro são mesmo uma grd seca principalmente pra kem não consegue dormir como eu... e quandos os colegas que podiam fazer companhia adormecem ainda deliro mais. loucura ao máximo!!!
desde a ultima que exijo a mim mesmo no minimo um comboio. devias fazer o mesmo.
beijocas.
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