Olá meus amigos. Venho hoje aqui falar-vos duma espécie que muitos de nós conhecem e que todos desprezamos: O Melga. Não confundir O Melga com a melga (nem com nenhum filme do Jim Carrey). A melga é aquele insecto irritante e incomodativo que nos chupa o sangue (à excepção da amiga Aris que tem sangue azedo) e nos deixa marcas durante o Verão inteiro. O Melga não ataca só no Verão, em qualquer altura do ano esta criatura espreita para nos criar mau estar e terríveis comichões na mente. Mas afinal que espécie é esta?Todos nós já passámos pela experiência (não muito agradável, na minha opinião) de ter que dar com os pés em alguém. É maçudo, incomodativo e durante uns tempinhos (para mim normalmente é um dia ou dois) há uma nuance de sentimento de culpa. Mas surge um problema muito grave quando a pessoa despachada não se mentaliza que tudo acabou.
Eu pessoalmente, gosto sempre de tentar uma amizade quando uma relação (ou algo semelhante a tal) acaba. Mas não digo uma amizade como a que eu tenho com os meus amigos de longa data. Gosto de ficar com aquele contacto dos encontros casuais e conversas circunstanciais e (quando a outra pessoa é muito porreirinha) aquele contacto dum cafézito por mês. Acho que é agradável. Mas O Melga não pensa assim. O Melga quer toda a relação que não existiu a evoluir. Quer saber de todos os nossos movimentos e suga tudo o que conseguir. Quer saber sobre a nossa vida amorosa, sentimental, profissional, familiar... Tudo o que conseguir sugar é mais um pouco de energia consumida mas ainda não suficiente. Se O Melga tiver "sorte" ainda consegue sugar um pouco de energia aos amigos da sua vítima, começando com uma lamentação de «ai, o teu amigo não quer nada comigo, porquê?, eu gosto tanto dele, ai vida, nada me corre bem, sou tão infeliz, consola-me...». Dessa lamentação passa por começar a sugar informações sobre a sua vítima original e quando se dá por ele, já o Melga está a deixar marcas nos amigos da vítima original. Começa assim a expandir-se toda uma rede de vítimas para O Melga se rejubilar e sufocar.
É uma espécie que deve ser evitada; contudo, o problema é que em alguns casos não dá para se perceber sob que capas se esconde O Melga.
Como escapar então a esta criatura tão sanguessuga? Muito honestamente não sei, mas se alguém souber por favor informe-me que eu, actualmente, estou a ser vítima dum exemplar (bastante reflexivo da sua espécie, acho que ganharia todos os prémios em concursos do género daqueles dos cãezitos que se passeiam tipo top-models e fazem umas provas de contornar obstáculos) dessa espécie tão temida: O Melga.
É que se pelo menos houvesse um insecticida que funcionasse nestes casos...
2 comentários:
O “acima de tudo quero continuar teu amigo” fica sempre bem mas será realmente a melhor opção? Há sentimentos envolvidos que só com o tempo passam. É natural que ao princípio a cena do cafezinho não resulte muito bem. A outra pessoa vai encarar a situação como uma oportunidade de fazer com que as coisas voltem a ser como eram... Então se se estiver na presença de uma espécie O Melga ainda pior. Quanto ao insecticida o melhor é mesmo optar por um a favor do ambiente: nada de encontros / cafezinhos (evita-se o ruído e o desgaste de papel – na hora do choro claro! :) ), nada de resposta a SMS (evita-se a emissão de ondas electromagnéticas),...
Pois é! e a Di que ature as melgas que o menino GUTO vai deixando pelo caminho ... eu sei que foi só esta mas esta vale por mil! na boa! eu recebi um coração com pernas, pelos deuses! e tu lá, a gozar ... estúpido!
agora amorzinho, o "a gente vai continuar amigos" é muito bonito mas não funciona e quando funciona é a fingir, por isso nada de ir beber café porque sim ou continuar a sair "porque até nos damos bem" ou qualquer coisa do genero.
confesso que na minha mente (muito pouco fria e tu sabes) isto só faz sentido quando se quer sempre manter por perto a melga para qualquer eventualidade ... sim porque a melga pica e é chata mas quando não há sente-se saudade daquela cominhãozinha tão familiar.
e olha que às vezes o feitiço vira-se contra o feiticeiro e a melga somos nós.
portanto, esta é uma das poucas situações onde apoio a 100% a posição radical mas bem educada do
adeus e vai-te embora
e embora se perca uma amizade a sanidade mental é mais importante
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