Amesterdão – Red Light District
Foram muitas as peripécias vividas ao lado da companheira de viagem DI. Todos os dias tiveram momentos altos, dignos de serem escritos e recordados mas não aqui neste blog. Por agora gostaria apenas de registar a pergunta que a DI me fez, após termos visitado a Red Light District: “Não sentiste curiosidade em experimentar?”. Nunca me passou pela cabeça recorrer aos serviços de uma prostituta para ter sexo. Acredito que teria muito a aprender mas talvez por uma questão de orgulho (e não de preconceito!) não penso nisso. Será que é mais um desajuste no meu cromossoma Y? No entanto, admito que se vivesse na Holanda seria muito mais provável experimentá-lo do que aqui em Portugal. Quem sabe se quando tiver 40 anos e continuar um solteirão não recorrei a tal acto.
Longe de ser o ex-líbris da cidade de Amesterdão, a Red Light District é a zona mais underground onde se pode encontrar todo o tipo de pessoas mas é sem dúvida o negócio do sexo que faz movimentar as suas ruas. A frase sexo sem tabus nem preconceitos nunca fez tanto sentido para mim como naquele sítio. É frequente ver as prostitutas nas vitrinas que não são mais do que espaços alugados, com cama e casa de banho, cuja parede frontal é feita de vidro através da qual a prostituta, em trajes ousados, se dá a conhecer aos transeuntes. A sua atitude e presença é do tipo Sim, sou uma puta. E depois? Vais ficar a olhar comportando-te como um menino da mamã ou vais entrar e portar-te como um homenzinho que gosta de foder, tal como eu?
Geralmente adoptam uma posição de passividade mas poderá ser usual a própria prostituta chamar o transeunte com um piscar de olho e um gesto de vem cá com o indicador. As opções são muitas e para todos os gostos. O cliente escolhe a boneca com quem quer brincar e tudo decorre como se fosse uma conversa entre vizinhos. Acertado o preço, ela convida-o a entrar e as cortinas são corridas. Depois do servicinho feito, acompanha-o até à porta e despedem-se. Sexo é sexo e ela só poderá desejar “Next!”.
Um mundo perfeitamente integrado no quotidiano dos holandeses, pelo menos dos que ali vivem. Por isso, não é de estranhar que em frente das “vitrinas de sexo” existam lojas ou restaurantes, que por cima morem famílias ou que na rua paralela exista uma igreja. Enfim, uma legalização que melhorou em muito as condições das mulheres que escolheram a profissão de prostituta mas que acentuou o seu papel de mero objecto sexual. Quem disse que os homens não brincam com bonecas? :)

4 comentários:
Bemmm ... !!!! Nunca imaginei que a minha inocente pergunta provocasse tamanha introspecção! Gostei especialmente da parte do menino da mamã LOL, muito bom, e o final está excelente. Agora não sei é quem é que brinca com quem … ;)
E com isto aqui fica um dos melhores brindes que já ouvi:
Às motas!
Aos cavalos!
Aos homens!
E a tudo o que se possa montar!
Achei brilhante.
devo confessar que o red lightt foi para mim um choque. estava pronta para ver putas em vitrines mas nunca me ocorreu a ver homens a entrar e principalmente a sair. a dar s o negocio, o antes e o pos. isso sim fez-me uma confusao dos diabos!
de qualquer maneira, nao podes dizer que e propriamente underground. mais que tudo, holanda e duas coisas - red light district e coffeeshops. mesmo que eles nao queiram admitir!
depois de tudo isto, prefiro ver a prostituicao nos parques onde mal do cliente so se ve o carro e portanto e um negocio muito mais abstracto e distante da minha realidade. (so estou a falar do VER, e nao de questoes de saude, seguranca, controlo, sindicais etc)
marta
Oi, tem homens prostituos no red light district? não é perigoso?
Beijos, Carla!
Para os homens, acredito que seja uma maravilha. Já ouvi muitos comentários de amigos meus que já lá foram. Mas e as mulheres?? Onde há a “Red Street” masculina para que as mulheres possam ir lá ver? Não tenho nada contra, apenas gostaria de partilhar a ideia de que deveria haver mais oferta para aas mulheres e que os homens as liberassem tanto de se divertirem com estas coisas tanto quanto eles se divertem à grande. Igualdade de direitos, existe? Ou é preciso ir à padaria pedir pão fresco ao padeiro, no meio da noite? Não me parece… (desculpe a intromissão)
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