29 agosto 2007

Uma destas noites

Jantar lá em casa.
N.º de pessoas: 6
N.º de pessoas que bebem minis e afins: 5
N.º de minis vazias: praí umas 30

Somos uns animais.

27 agosto 2007

Harpia - o reencontro

A deambular pela noite, lá estava a mesma harpia que há uns meses cruzou o meu caminho e o de Di. Mais uma vez, tinha à sua disposição dois anjos, um acabadinho de conhecer minutos antes e outro de há uns meses. É engraçado como se lembrava vagamente de mim. Tenho sempre a sensação, talvez preconceito, que as pessoas que estão sempre a conhecer novas pessoas nunca se lembram de quem conhecem na realidade. Certamente é por causa destas pessoas que a frase “nós já não nos conhecemos?” faz sentido e não por ser uma frase de engate. Não sei se neste caso, não se aplicariam as duas opções...

Depois de lhe recordar de onde a tinha conhecido, iniciou a sua divagação. Uma conversa bastante diferente da primeira e única até então. Deu para perceber que a senhora tem contactos no mundo do cinema português e até se dá com familiares de figuras de estado. Uma senhora madura, aparentemente culta, capaz de desarmar qualquer um. O seu discurso não tinha um fio condutor e tive dificuldade em acompanhar muitos dos seus desabafos, especialmente a parte do depois de homens e mulheres agora era mais gafanhotos (what a fuck??). Se alguém souber o que isto quer dizer que me diga por favor.

Passaram-se meses e a harpia Fefé ainda não conseguiu encontrar o seu cantinho. Fica aqui o meu tributo à harpia e a vontade de voltar a encontrá-la, talvez da próxima vez com a Aris, que com certeza vai adorar a conversa dos gafanhotos.

24 agosto 2007

Os inúteis

Os inúteis não têm um letreiro nas costas ou um I de inúteis na testa. Vão ao cinema, jantam fora e vão às compras. Os inúteis têm família e vão ao Algarve molhar os pézinhos. Andam de autocarro, de metro e até podem ser cordiais para os demais, podendo dar lugar à sra grávida ou abrir a porta à avó. Têm um ordenado e passeiam-se pelos centros comerciais.

Os inúteis andam no meio de nós, portanto, como os reconhecer?

A forma mais fácil é ouvir com atenção o seu discurso. O discurso do inútil começa com “Em principio”, acaba com “Não sei” e tem pelo meio um “talvez”. Acompanhado desta pérola discursiva que mete a um canto o sermão de Sto António Aos Peixes, o inútil tem trejeitos. Encolhe os ombros várias vezes, coça a cabeça, põe a mão no queixo e esfrega as mãos como se de uma lamparina mágica se tratassem.

O inútil é exímio na arte das interjeições e das frases incompletas. Todo o discurso do inútil pode-se resumir a um simples hummmm ... pois... mas repare.... ah.... certo, certo .... realmente ....

O inútil brilha em todo o seu esplendor durante uma reunião de trabalho. Sim, porque os inúteis adoram reunir-se para discutir assuntos importantes, especialmente relacionados com o seu trabalho, mas acredito que uma simples reunião de condóminos seja igual. Uma típica reunião de inúteis dura horas infinitas e a agenda da reunião (quando a há) não é respeitada.

Os inúteis, quando reunidos, mantêm o discurso intermitente o que, para o olho e ouvido não treinados, pode parecer que realmente estão a compreender-se mutuamente. Nada poderia ser mais falso! E o que os denuncia é a expressão de gazela aparvalhada que anuncia o vazio cerebral e potencia o esvaziamento do cérebro dos restantes.

Um horror.

22 agosto 2007

Em reflexão...

Ao início era o entusiasmo de escrever um blog e o mais importante fazê-lo com as três paixões. As ideias eram muitas e os disparates multiplicavam-se. Foram períodos de escrita assíduos mas inconscientemente veio a barreira psicológica dos 3 meses (pois é, só reparei nisso hoje...). O período de adaptação tinha determinado novos rumos, a vontade de escrever já não era a mesma, a ideia inicial desvanecia-se aos poucos e a inspiração começava a ficar afectada. Ele era a ausência de Aris ora o veneno de Guto. Ele era a individualidade de Di ora o orgulho (para não dizer as mariquices LOL) de Agnub. Agora, após quase 3 meses de pausa, surge um novo ímpeto, uma nova vontade de escrever e quem sabe o mergulhar num novo projecto. Pois é, estou em fase de (re)definição de objectivos, num ciclo ascendente de imaginação.

Esta fase faz-me lembrar o início do ano... Nessa altura, no café São Luiz, entre copos de imperiais, fiz juntamente com Di uma lista de objectivos a cumprir para este ano. Já passaram mais de 6 meses e a percentagem alcançada é inferior a 20%. Terei objectivos ambiciosos ou dificuldade em concretizá-los? Prefiro acreditar que são ambiciosos :D Curiosamente foi o último (o décimo terceiro!), o primeiro a realizar-se. Talvez um dia digitalize essa lista para vos mostrar ;)

16 agosto 2007

O Império Berska

Confesso que tenho uma ronda muito fixa das lojas onde entro no intuito de comprar trapinhos, o que acaba por implicar que compre sempre do mesmo mas isso é para outro post.

Numa das minhas rondas entrei na Berska e tive uma epifania porque vi o futuro. E o futuro é o Império Berska.

O império Berska será uma cadeia de megastores espalhadas por este mundo fora. Cada megastore terá à porta, meninas e meninos semi desnudados e convidar os transeuntes sub 14 a entrar, aliciando-os com as festas, as passagens de modelos e os descontos que a loja oferecerá.

Sim, porque haverá festas! E melhor, serão matinés, para a criançada ir bombar às 3 da tarde enquanto a mãe e o pai vão às compras. Será o sítio preferido de todo o adolescente suburbano que será 100% cool com os suminhos de laranja e óculos de sol.

E haverá desfiles! Com convite! Aliás a própria Berska terá a sua própria agência de modelos e será aí que os futuros morangos com açucar serão descobertos.

O Império Berska também irá começar a dominar o mundo musical, primeiro com compilações tipo orbital e depois com as obras-primas que os dj´s sub 14 irão criar.

O Império Berska irá patrocinar ante-estreias e festivais e terá o seu próprio reality show com emissão directa das aventuras diárias das várias megastores.

Para se ficar com uma imagem, porque valem sempre mais, aqui fica a minha visão da Berska daqui a, vá, 10 anos:


Se fosse a vocês ia começando a comprar acções….



06 agosto 2007

As férias de Di

Esta baixa manutenção deste fantástico blog deixa-me descontente e portanto aqui vai o controlo da situação em formato in-a-nut-shell das férias.

Ah as férias. Cheguei ontem e já suspiro só de relembrar. Primeiro a semaninha nos Algarves com família e amigos, noitadas a jogar wii, cartadas até às tantas e rally tascas só para comprovar que em todo o Lagos cerveja branca significa cerveja normal … Muita praia, muito sol, muito vento e muitas horas a fazer buracos na areia a apanhar lambujinhas para minha delícia. Com tanta diversão esqueci-me totalmente dos 12 anos da minha cadela que ficou tão partida de correr e nadar que chegou a ganir cada vez que andava e para ajudar constipou-se. A verdade é que tanto eu como ela nos esquecemos dos seus equivalentes 62 anos humanos (não, não é nada só multiplicar por 7 ... a relação anos caninos-anos humanos não é linear).

Deixamos o Algarve e fazemos uma quickstop-sardinhada em casa de amigos em Aljustrel, sítio lindo. Aconselho vivamente a Praia de Monte Clérigo. Uma delícia.

E rumo a Sines. Festival das músicas do mundo. Acampamento na pensão Pedro e Joana e um fim-de-semana maravilhoso com meio mundo naquele festival. Rios de cerveja, rios de gente e muito boa música.

E voltar. E ficar 3 dias sem fazer quase nada excepto ir ter com os amores (+1). Reunião de amores na Filipe da Mata. Noites de verão no bairro alto. Cinema, passeios em Belém e jantarecos longos.

E Sudoeste! Tardes de praia, noites de rambóia. Raquetas, Monsaraz nas garrafas de 1,5L de água do Luso, 6 tendas no parque de campismo do Carvalhal e era tudo nosso. Adoro aquela gente.

E o melhor de tudo, tudo, tudo.

Sim. A Vanessa da Mata. O concerto lindo da Vanessa da Mata.

Se era fã antes, agora sou ferranha.