18 outubro 2007

Engolir sapos

Ultimamente tem-me acontecido uma coisa extraordinária: engolo sapos. E gordos.

Normalmente e embora fuja um pouco ao confronto armado acredito que, de uma maneira ou de outra, consigo passar a minha mensagem de modo eficaz e de modo extremamente eficaz se o alvo é alguém que me conhece. Contudo, recentemente, vejo-me confrontada com situações totalmente despropositadas que me paralisam de tal forma que depois fico a remoer o que deveria ter dito e o que deveria ter feito. E isto é estranho, não é normal nem tão pouco gosto.

Vou rezar às fadinhas da floribella para que me abençoem com a sabedoria de saber dizer e fazer o que devo na altura indicada. E, se não vou pedir muito, para que me protejam dos sapos grandes e gordos. Como este:


08 outubro 2007

I'm sorry...

Não me interessa o teu passado mas não me peças para esquecer o que entretanto fizeste comigo.

Até posso aceitar alguns dos teus deslizes mas se até hoje era fácil, amanhã poderá deixar de o ser.

Sou aquilo por que há muito procuras mas temo não te poder dar o que me pedes.

Já fui a luz das tuas incertezas mas aos poucos, a tua escuridão tende a tomar conta de mim.

Tens-me como apoio da tua mudança mas o tempo avança e tu insistes na dúvida.

Não te abandonarei mas mereço mais do que aquilo que me tens para dar.

Lamentarei apenas, se por minha causa voltares a mergulhar no abismo. Isso significará que não lutaste por mim...

04 outubro 2007

Breve aula de auto-ajuda (ou não...)

Nos últimos tempos da minha vida têm acontecido coisas bastante novas e inesquecíveis. Como qualquer outra criatura pensante, todas estas situações têm vindo a moldar a minha personalidade e a minha maneira de olhar para o mundo.
Após mais de um ano em mutações resolvi partilhar uma das minhas pequenas conclusões. O mundo era um local bem mais simples e calmo se as pessoas pura e simplesmente deixassem de inventar problemas e se aceitassem umas às outras tal como elas são.
Os problemas só são problemas porque alguém lhes dá essa classificação. Alguns desses problemas podemos renomeá-los de desafios, outros de azares, outros de trabalho e ainda outros de paranóia! E é com este novo nome que eles devem ser reanalisados. Porque trabalho é só trabalho, e um azar é só um azar
Também não me parece justo exigir de outrém algo que não me quer dar. As pessoas dão-me o que podem e/ou o que querem; quem sou eu para exigir mais? Aceito aquilo que me dão, e dou aquilo que me apetece, partindo do princípio que não existem exigências subentendidas.
Parece simples, não é? Eu sei que a habituação à ideia é difícil (e colocá-la em prática ainda é pior), mas eu ando a tentar seguir por esse caminho e acreditem que sou alguém bem mais feliz!
Tenho dito.