27 novembro 2007

Autodescontrolo

Ainda não percebi se sou uma pessoa de excessos comedidos ou controlada com laivos de loucura e se calhar foi por isso que quando vi esta palavra “autodescontrolo” a achei perfeita. Porque tenho uma formação cívica de quem foi criada em sociedade para viver em sociedade e por isso sei que nem todas as coisas se dizem ou fazem. E porque sei que nem toda a gente vai gostar de mim porque sim, assim como sei que não tenho de gostar de toda a gente para interagir cordialmente. E porque sei, porque sinto, que com os amores posso dar largas ao ímpeto que por vezes emerge a gritar para deixar tudo ir que não faz mal. E por breves momentos o meu mundo são aquelas alminhas perfeitas que me fazem sentir tão segura como se estivesse adormecido depois de jantar no sofá com a mãe de um lado, o cão do outro e o pai na poltrona.

E é claro que com este título eu podia ter escrito tantas outras coisas, em vez de despejar a alma assim, sem mais nem porquê, neste ciberespaço que de tanta gente se torna desértico.

Mas pronto.

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