30 março 2007

Perguntas que definem ou não a tua personalidade

Se um amigo teu se esquecesse do diário em tua casa, tu lia-lo? Se visses o teu sobrinho de 14 anos a fumar contavas aos pais dele? Se a tua namorada gostasse muito de ópera e tu odiasses, serias capaz de fazer um esforço em ir, só para a agradar? Se visses a namorada do teu melhor amigo aos beijos a outro rapaz contavas ao teu amigo?

Podiam muito bem ser, as perguntas de um jogo que joguei na adolescência, cuja resposta era submetida à apreciação dos outros jogadores (lembro-me vagamente das cartas de “justiça” serem representadas por uma auréola - simbolizando um anjo e por um tridente - simbolizando o diabo). Mas não, são perguntas que foram feitas ao grupo de trabalho que se encontra semanalmente para o mesmo propósito.

Tal como acontecia no jogo, a resposta das pessoas que se encontrava na mesma sala que eu, nunca foi unânime. Serviu o objectivo daquele dia, o de desenvolver a capacidade de argumentação e debate de ideias. Mas para alguns, foi muito mais longe que isso, serviu para formar um juízo de valor sobre os presentes (um grupo heterogéneo de pessoas que se conhece há poucas semanas!) e estabelecer grupos de pertença.


Será que uma pessoa que é capaz de ler o diário da amiga e não lhe contar que viu o namorado aos beijos a outra é de confiança? Será que não acompanhar a namorada à ópera, é sinal de falta de romantismo / dedicação?

Não fui tão longe na análise das respostas. Para mim, são situações complicadas de gerir e embora tenha defendido a minha opinião do “SIM” ou “NÃO”, acredito que se for confrontado com a situação reagirei de forma diferente ao que agora adiantei. Porque razão as respostas suscitaram alterações de comportamento? A resposta a este tipo de perguntas denuncia o tipo de carácter / princípios que temos?

28 março 2007

Paixão é só sexo amor

Paixão? É só sexo, amor!
Diz alguém, em jeito de desculpa, quando é apanhado em flagrante.

Paixão!
Exclama alguém quando apanha o objecto o seu desejo em acto de traição.
É só sexo ... amor.
Diz o objecto de desejo, em jeito de desculpa.

Paixão é só sexo, amor.
Diz alguém que não acredita nem nunca ouviu falar de preliminares.

Paixão?!? ... é só sexo, amor.

Diz alguém quando tem um sexbuddy.

Paixão. Sexo. É tudo amor.
Digo eu.


O que dizem vocês?

26 março 2007

O Primeiro...só para vocês

Hoje o dia não me correu bem de todo e nem sequer foi culpa do dia em particular mas do amigo que me visita mensalmente e faz questão de ser notado…Após vários comprimidos que resultaram apenas num grande entorpecimento do corpo e da mente mas sem eliminar o que era preciso, desisti e fui-me estender na cama na companhia de um saco de água quente, olhei para o bolor do tecto e pus-me a pensar. Em coisas, na vida, em acontecimentos recentes e passados e acabei a pensar em nós, nós os 4, na génese deste blog, em tudo o que temos e não temos em comum e sobretudo no que gosto de vocês alminhas e no medo que tenho de que nos afastemos. Porque há dias em que me sinto particularmente distante e outros em que vos sinto distantes e vocês fazem-me falta!


E olha assim em jeito de primeiro post, muito esperado e atrasado (muito meu não é?) cá vai: gosto muito de vocês!

É lamechas mas apeteceu-me, deve ser o período :)

Como é possível?!?

Não é que ganhou o Salazar?!? Não é que ganhou mesmo?!? O maior Português de todos os tempos … Como é possível?!?

Não obstante de ser um concurso de popularidade idiota promovido por um canal desesperado, o ditador ganhou com 41% (valor autenticado pela Price Waterhouse & Coopers). Quarenta e um por cento!!!

Ainda não estou em mim.

Até tenho medo de pensar quem seria a maior personalidade de todos os tempos de acordo com a opinião pública, telespectadora da RTP1 … Hitler? Franco? Mussolini?

Ainda eu me queixo da estupidez dos americanos que reelegeram aquele idiota que têm como presidente.

É que nem sequer vou opinar sobre a qualidade da lista dos finalistas mas entre políticos, diplomatas, escritores, reis e conquistadores de outrora (e viva o saudosismo) ganhar o único ditador que tivemos soa-me a convite, saudosismo ultra-masoquista ou puramente estupidez. Cada vez estou mais convencida de que o que malta gosta, mas gosta mesmo, mas mesmo mesmo, é de desculpas. É tão fácil culpar o governo por sermos a cauda da Europa (e não estou a defender o governo aqui, atenção) portanto (sigam o meu raciocínio) era mesmo muito fácil se o governo fosse ditatorial, simplesmente porque isso significava que a culpa não era mesmo nossa, toda a situação económica, social e ambiental estava fora do nosso controlo, mesmo se quiséssemos não podíamos fazer nada porque não havia liberdade para o fazer. Agora sendo livres, a culpa de isto ser tudo uma merda é mesmo nossa e isto deprime qualquer um.

Com isto deixo algumas reflexões:

1. Até que ponto confiamos nos valores autenticados pela Price Waterhouse & Coopers? Se calhar os tipos agora estão a rir-se que nem uns perdidos …

2. Será que os portugueses que votaram no Salazar (ou em quem quer que seja) são uma amostra significativa não em número mas em juízo de toda a população residente em Portugal? Pessoalmente não me sinto minimamente representada.

3. Será que os que votaram no ditador foram os mesmos que votaram não (e perderam, bem feitas seus filhos da p”#$, extremistas de merda é o que vocês são) no referendo sobre a liberalização do aborto?

4. Será que somos mais estúpidos que os americanos?

5. Será que somos burros que nem uma porta? ou simplesmente distraídos? Pronto vá lá, um bocadinho pequenino assim para o esquecidos [o que tem sido a sorte de muitos governantes e figuras públicas (realço a Fátima Felgueiras só porque me apetece) e o que é capaz até de ser bom, porque assim o resultado deste concurso absurdo irá cair no mais profundo dos esquecimentos. Ou não, porque o povo só se lembra do que não deve, é a lei de Murphy a funcionar na memória colectiva].

6. Porque é que na lista dos 10 finalistas ninguém é vivo? Relembro a lista:

- D.AFONSO HENRIQUES
- ÁLVARO CUNHAL
- ANTÓNIO DE OLIVEIRA SALAZAR
- ARISTIDES DE SOUSA MENDES
- FERNANDO PESSOA
- INFANTE D.HENRIQUE
- D.JOÃO II
- CAMÕES
- MARQUÊS DE POMBAL
- VASCO DA GAMA

Ai.

22 março 2007

Mais uma puta chamada Maria

Conversa no messenger com um amigo meu:

(...)
Ele: Já ouviste falar da Maria Porto?
Eu: Maria Lisboa já, agora Porto não. Estás a falar da nova disco que abriu, certo?
Ele: Nada disso. Estás mesmo a leste. Maria Porto é uma autora que está no top 3 dos livros na Fnac.
Eu: Ainda não ouvi falar. Quem é a senhora?
Ele: Ainda bem que não a conheces LOL É uma senhora que decidiu ser puta aos 15 anos e que agora lançou um livro com as suas estórias. Já ultrapassou o Potter e o Hannibal Lecter.
(...)


Depois de Eu, Carolina (Carolina Salgado) ter alcançado o top de vendas eis que chega a vez de A tua amiga (Maria Porto), baseado no blog da própria autora. Devíamos ficar surpreendidos por tal situação? Para mim, já que as pessoas não se sentem motivadas em ler outro tipo de livros, é importante que leiam alguma coisa (desde que bem escrita, claro!), sejam elas revistas como Maria ou jornais como A Bola ou livros como A tua amiga ou blogs como O meu pipi. Pior é mesmo não ler. Assim, sempre estimulam a capacidade de leitura e quem sabe, não lhes despertará o desejo por outros assuntos ;) Apenas lamento que esta leitura acentue ainda mais a nossa falta de cultura.

Não seremos nós, portugueses, um povo pragmático? Que gosta de estórias reais e recentes que possamos rapidamente retratar (então se envolverem intriga e sexo, é a loucura!), tudo preto no branco e que não nos faça pensar muito, qual Codex 632 (José Rodrigues dos Santos) qual Equador (Miguel Sousa Tavares) qual quê que remontam a períodos há mais de 50 anos (olha para mim a ser irónico :) ).

19 março 2007

Subir na horizontal

Numa das conversas à hora de almoço, eu e os meus colegas de trabalho, discutíamos os critérios que estavam na origem da selecção de determinados chefes. Alguns deles não possuem o perfil indicado para desempenhar o cargo de chefia que detêm e, como tal, o processo de selecção não foi proporcionado de uma forma nata. Antes pelo contrário, foi fruto de um conjunto de situações favoráveis das quais se destacaram a antiguidade na empresa, a dedicação exacerbada (aquilo a que muitos vulgarmente chamam “os lambe botas”), o factor C e o grau académico atingido.

A conversa encaminhava-se para comparações com alguns dos presentes e desvendavam-se casos flagrantes quando, muito apropriadamente, o André pergunta: “Então e vocês? Seriam capazes de ir para a cama com a vossa chefe, em troca de uma promoção na carreira?”. Rapidamente passámos para uma discussão mais acesa e com reacções muito surpreendentes. Mas o melhor foi mesmo quando o Pedro, visivelmente chocado com as respostas da maioria, se vira para o Tomás e se sai com: “A tua resposta seria a mesma, caso o teu chefe fosse um homem?”. A discussão estava ao rubro, ao ponto de já estarmos sob a mira de olhares de terceiros.

Para o André, um rapaz que fala abertamente de questões pessoais no trabalho como se estivesse no seu grupo de amigos, não havia qualquer impedimento para se envolver com a chefe em prol de uma subida na carreira. No caso de ser um chefe a resposta foi: “Epá por mim na boa desde que fosse eu a ir-lhe ao rabinho”. Já para o Tomás a resposta quanto a ser um chefe foi: “F***-se! Isso é que não. Nem pensar!”.

Para o Pedro era impensável subir na carreira dessa forma. Assume-se como um rapaz de princípios, embora seja comprometido e não deixe de fazer os seus comentários à garanhão, quando a Rosa da contabilidade passa com os seus belos decotes ;)

Para a Teresa, uma das chefes presentes na mesa, há muito que já se teria enrolado com o seu director, não fosse ela uma mulher casada e com filhos. “E porque não?” foi a sua resposta para uma pessoa do mesmo sexo.

Todos concordamos que moralmente não seria a melhor forma de progressão tal como o não é o factor C, mas para alguns de nós, caso a situação se proporcionasse, não faria de nós piores ou melhores chefes do que aqueles que já o são / foram. Apenas encaramos a situação como uma forma possível de ascensão.

E para vocês? Está excluída à partida uma subida na horizontal? O que a torna diferente das outras formas de ascensão? Será que existe o preconceito associado ao facto desta envolver sexo, tornando-a menos dignificante por causa disso?

16 março 2007

O motorista

Na minha profissional tenho de ir a sítios, ver coisas e conhecer pessoas (vicentismo). Tal como eu, todos os meus colegas, de vez em quando e cada vez mais frequentemente, têm esta vida de caixeiro viajante. As deslocações são normalmente asseguradas pelo serviço de 2 motoristas que são tão diferentes um do outro como a noite é do dia.

Há o Motorista e o motorista.

O Motorista tem logo uma figura e uma postura diferente. É um homem alto, sempre de óculos escuros (sim até a almoçar), de bigode, mãos enormes e muito profissional. Verifica sempre o óleo e os pneus antes de partimos, ouve antena 1 e não fala muito. Tem o carro sempre num brinco e muda de ambientador regularmente. Um encanto.

O motorista é rodinhas baixas. Anda sempre de boné, mas tira-o quando vamos almoçar. É um pintarolas. Fala imenso. De tudo. Da tropa, do emprego, dos ministros, dos carros, da máquina de lavar, do filho, dos vizinhos. Tem sempre o telemóvel a tocar a atende-o sempre. Arranja computadores. Arranja carros. A vida é uma luta constante e o mundo está sempre contra ele. Considera-se parte da equipa. Nem pensar não falar com ele, adormecer ou, Deus nos livre e guarde, sentarmo-nos no banco de trás. Seria um ultraje, afinal de contas trata-se de um colega, não do motorista.

Ir com o Motorista é, para mim, um descanso. Em todos os sentidos. A condução é segura, o carro cheira bem e os ouvidos agradecem. Quando há alguma coisa a dizer, diz-se, quando não há, não se diz. É claro que me sento sempre à frente e tento não adormecer, mas porque quero.

Ir com o motorista é uma balbúrdia. É um estado de alerta constante. É acenar e dizer “sim sim, é uma vergonha” ou “não me diga!” de 5 em 5 minutos. E o carro não cheira bem.

Graças a estas pessoas, acabei por chegar a uma conclusão algo brilhante. O Motorista sabe a sua função e dedica-se ao que faz, logo fá-lo bem. É um profissional. O motorista recusa-se. Não se dedica a ser motorista. É motorista, é colega, arranja carros, fala ao telemóvel ... Nunca poderá ser bom profissional.

E assim, aqui fica a lição de vida da semana!
Dedica-te ao que és e serás o melhor.

15 março 2007

A Harpia


Na mitologia grega, as harpias, seres anteriores aos deuses do Olimpo, apareciam ora como mulheres sedutoras ora como horríveis monstros e eram 3: Aelo (a impetuosa), Ocípite (a rápida no vôo) e Celeno (a obscura).

Ora que na passada sexta feira, eu e o AGNUB encontrámos uma harpia, de seu nome Féfé. A harpia Féfé é uma harpia madura, conhecedora do mundo e das suas gentes mas que ainda não encontrou o seu lugar, o seu cantinho quente e confortável, e por isso deambula pela noite, oscilando entre a Ocípite e a Celeno, em busca de anjos.

Assim como quem espera sempre alcança, quem procura sempre acha (vicentismo) e a harpia Féfé encontrou, na madrugada de sábado, dois anjos que, encantados pelo seu poder, a levaram a bom porto (que é como quem diz ao metro do Rato).

Sem dúvida que se o encontro tivesse ocorrido horas antes, ainda de noite e quando os poderes da harpia estão no máximo e os poderes dos anjos adormecidos, os anjos teriam sido seduzidos, qual história de desencanto. Mas isso nunca saberemos.

O que sabemos é que a viagem da harpia e dos anjos foi repleta de momentos de grande intensidade que serão para sempre recordados. Pelo menos pelos anjos.

Assim, dedico este post à harpia Féfé.
Que a fortuna a acompanhe nas suas viagens.

07 março 2007

Suicídio

Desde cedo que o suicídio é uma realidade na minha vida. Não que o tenha tentado ou sequer pensado em cometê-lo mas porque algumas pessoas próximas o fizeram. Eis que o ano passado a notícia de tentativa de uma pessoa assolou toda a família. Nada avizinhava tal comportamento. Felizmente não o conseguiu! A razão era aparentemente a mais fútil de todas: chumbar por faltas sem que os pais tivessem tido conhecimento. Mas seria realmente esse o motivo? Afinal de contas é um acto premeditado e cuja decisão não é tomada de um dia para o outro. Para mim, a questão era mais profunda que esse simples motivo. Prendia-se com o facto de ser uma pessoa para a qual os pais tinham um modelo de vida a seguir e ela tinha falhado nesse modelo.

Pois que na semana passada uma amiga confessou o desejo de voltar a tentar o suicídio. Nem sequer sabia que já o tentara uma vez :( Esta semana foi a vez de Britney Spears (uma jovem que pode influenciar a vida de inúmeros fãs!). Aos poucos e poucos a mente destas pessoas vai sendo minada com os dissabores da vida e chegam a um caminho de não retorno, onde a única fuga que encontram é o precipício. O que leva estas pessoas a cometer um acto desta natureza? Será uma forma de chamar a atenção ou apenas um acto libertador de toda a angústia que sentem? Serão pessoas cobardes, como muitos não hesitam em afirmar, ou pelo contrário, pessoas dotadas de uma enorme coragem?

Porque sei que um dia, se o tentar fazer não voltarei, quero-me (re)lembrar destas palavras, para afastar tal pensamento: os meus amigos não terão pena do meu estado mas sim, pena de não lhes ter pedido ajuda, pena por não lhes ter dado a oportunidade de permanecer ao seu lado, pena por ter partido dessa forma.

Estas são igualmente as palavras que quero partilhar com todos vocês e em especial, com a minha prima e com a minha amiga.

06 março 2007

Lua ou Álcool?

Olá paixões
Como sabem os mais atentos, neste último sábado dia 3 de Março, houve, aquando da lua cheia, um eclipse total da mesma. Um espectáculo muito bom de se observar.
Também muitos dizem por aí que os astros, nomeadamente a lua, podem influenciar o comportamento humano. Muitos são aqueles que defendem que em noites de lua cheia, a loucura salta das profundezas mais escondidas dos terráqueos.
E é sobre esta loucura de lua cheia que eu gostaria de saber a vossa opinião.
Nesse mesmo 3 de Março, uns amigos meus (muito boémios com ou sem lua cheia) foram divertir-se e beber uns copos ao Bairro Alto, a zona boémia dessa nossa tão linda Lisboa. É claro que, a dada altura, como costume, o álcool já escorregava como um atleta de ski nas estâncias de Andorra. Até aqui parecia uma noite de sábado como outra qualquer.
E assim continuou, depois de muita cerveja e alguns shots. Fecham os bares no Bairro Alto, conclui-se que noite de rambóia não poderá acabar ali e esse grupo de amigos seguem (à excepção de uma das meninas) para a discoteca. Até aqui parecia uma noite de sábado como outra qualquer.
A ingestão de álcool não parou e as hormonas começaram a vibrar no interior de cada um deles. Não havendo controlo sobre as mesmas, toca de arranjar um alvo para descarregar tanta energia. Até aqui parecia uma noite de sábado como outra qualquer.
Eis a diferença das outras noites de sábado:
1. o elemento mais tímido desse grupo de amigos, apesar de em outras noites nunca procurar alvo para o descarregar dessas energias, participou em grandes beijoquices com elementos que o rodeavam;
2. o elemento desse grupo mais determinado quanto à sua unicidade sexual, que apenas procura alvos de um sexo, resolveu variar as suas opções nessa noite e enveredrar por caminhos desconmhecidos da sua sexualidade;
3. finalmente, o elemento mais promiscuo do grupo, apesar de descarregar as suas energias normalmente em apenas um alvo por noite (por vezes, acontece aparecer mais um ou dois alvos interessantes), nessa noite elevou o número para um pouco acima da dezena.
Não é que estes comportamentos sejam de todo estranhos, mas não são de facto regulares. Obviamente, o álcool teve a sua influência, mas não será a primeira, nem a segunda, muito menos a décima vez que estes jovens consomem quantidades iguais ou mesmo superiores de álcool numa só noite. Será coincidência o facto de este despoletar de uma série de situações novas para 3 dos elementos de um grupo de 4 ter ocorrido na noite de lua cheia / eclipse total? Ou foi influência somente da quantidade de álcool ingerida? Ou as atitudes que uns observaram dos outros poderão ter influenciado esses mesmos observadores?
Portanto, aqui fica a questão: até que ponto o efeito da lua cheia poderá ter influenciado o comportamento destas alminhas tão confusas (ou de qualquer um de nós, dado que a lua cheia regressará no próximo mês)?

02 março 2007

Enquanto dormias ...

Enquanto dormias, com o corpo e a alma adormecidos, vivias num mundo perfeito onde súbditos leais te satisfaziam os mais bizarros desejos e caprichos.

Enquanto dormias, com o corpo e a alma adormecidos, o mundo girava, frutos amadureciam, árvores floresciam e crianças cresciam.

Enquanto dormias, todas as oportunidades ...
desperdiçadas ...
perdidas ...

ARRUINADAS!

I have a date!

Olá paixões. Desde que me lembro de existir um ser consciente e movido por principios a trabalhar na minha cabeça, que a minha opinião sobre a cultura europeia sempre foi bastante positiva. Orgulho-me de ser europeu. E abomino a cultura (ou falta dela) americana.Até aqui acho que estamos todos de acordo. Só há um pequeno detalhe. Quando é que chega à nossa querida Europa a tradição do "dating"? Esta dúvida sempre me inquietou, mas há umas semanas aquando da observação dum episódio de "Grey's Anatomy" (sim, amiga Di, eu também tenho ataques de voyeurismo sobre a vida de Meredith Grey). Após uma grande disputa entre o "dreamy doctor" e o veterinário (quem não ficaria inquietado/a?), a nossa anorética Meredith resolve ter um ataque de histeria e dizer que quer voltar ao "dating". Não há compromissos para ninguém e cada um dos pretendentes, quais cavaleiros da Idade Média, terá de dar o seu melhor para conquistá-la.Concordo com a moça. Também quero ser conquistado. Quero que se esmerem para terem a minha atenção. Será assim tão errado não querer ter uma relação porque ainda se anda a apalpar terreno? É que, convenhamos, qual de nós (fugindo para a metáfora fácil) nunca viu na montra duma loja a camisa ideal para levar ao casamento do nosso melhor amigo logo após ter comprado uma menos boa na loja antes.

E é precisamente para estas eventualidades que o "dating" serve. Enquanto uma paixão confusa anda nisto vai conhecendo pessoas novas e interessantes, vai combinando mais "dates" com as que lhe agradam mais. E, ao fim duns tempos, quando se sentir preparado, quando sentir que já não quer mais essa vida de "dating" e que já tem opções que lhe chegue, poderá sentar-se, olhar e reflectir sobre a panóplia de gente interessante e escolher o seu/sua parceiro/a para os tempos vindouros.
Portanto termino com uma questão: para quando o "dating" na nossa vida europeia?

01 março 2007

Estou farto...

... daquilo que possam pensar
... de indecisões
... que brinquem comigo
... de não jogar
... que me tentem impor um modelo de vida
... de falsas certezas
... de procurar e não encontrar

Apetece-me adormecer e só acordar no próximo milénio.